Quarta-feira, Novembro 14

depois de um longo e tenebroso inverno...

Nossa... faz quase um mês, né? Mas tenho um bom motivo pra ter deixado o blog de lado desta vez: a dissertação. Coisinha complicada esse mestrado, não? Mas tá saindo, tá saindo... Um dia acaba. Apesar de a síndrome da página em branco atacar de vez em quando, as idéias estão surgindo, a pesquisa está fluindo e o texto vai tomando forma. Forma de quê... isso eu ainda não sei dizer.

Bom, nesse meio tempo, algumas coisas aconteceram. Coisas dignas de um post no blog... pelo menos no meu! Aliás, talvez eu devesse mudar o nome do blog pra "tolerância zero" ou algo do gênero. Tenho sido bem impaciente em algumas situações... Mas duas, em especial, mereceram:

Ralouín

Sei que podemos colocar a culpa na globalização, na internet, etc, etc.. Mas Halloween, realmente, é uma data que me deixa incomodada.

Eu sei que já adotamos no Brasil algumas festividades que vêm de fora. Eu sei que existe toda uma "troca cultural", digamos assim, reinante. Mas há sempre uma história por trás. E mesmo comemorações mundiais têm características próprias em cada país.

O Natal, por exemplo, que é uma festa cristã, ganha detalhes próprios no Brasil. E eu sei que Papai Noel, de roupa de frio e gorro, a bordo de um trenó puxado por renas, é uma coisa incompatível com o calor carioca, com as praias do nordeste ou mesmo com a "sauna" que é Porto Alegre. Mas a gente admite. O nosso Natal é no verão, apesar de muitos enfeites natalinos terem neve. Mas até Papai Noel de sunga de banho eu já vi!

Mas então, num ano qualquer aí, alguém resolveu começar a comemorar o Halloween no Brasil...

Olha... Enquanto só estavam fazendo festinha de "Dia das Bruxas", eu até engolia. Até participei! Já não bastava o nosso carnaval, o brasileiro decidiu se travestir também em outubro. O problema é que, não sei que diabos aconteceu, as crianças passaram a bater de porta em porta dizendo "doces ou travessuras". Hein?! O que houve com Cosme e Damião? Por que não estender ESSA cultura de distribuição de doces para todo o Brasil? Não. Algumas crianças brasileiras não sabem exatamente por que é que estão pedindo doces no ralouín, mas estão adotando a cultura americana assim mesmo.

Eis que... Estou eu estudando em casa, no dia 31 de outubro, quando ouço a campainha. Dois guris, do tamanho da minha perna, com máscaras de monstros, falam timidamente:

- Doces ou travessuras

Eu fiquei olhando pros dois durante alguns segundos, tentando jurar pra mim mesma que aquilo era um pesadelo saído de alguma série da Sony ou da WB.

- Como é? - perguntei intrigada

Eles repetiram. E eu, tentando disfarçar o sarcasmo, respondi:

- Desculpe, queridos, não sei o que é isso.

A campainha ainda tocou outras sete vezes naquele dia, sempre com crianças vestidas de bruxas, monstros e heróis. Até uma pequena baiana apareceu! Mas eu não abri. Só espiei pelo olho mágico. Isso porque eu não queria ser um trauma na vida daquelas crianças... e eu estava prestes a me tornar um.

Pior foi no dia seguinte, já dia 1 de novembro, que uma atrasada tocou a campainha e pediu quase sussurrando "doces ou travessuras". Eu quase pedi que ela me levasse à mãe dela... pra ter uma conversinha amigável.

Daqui a pouco estaremos comemorando o Dia de Ação de Graças. Já imaginou?
Mequidonaldis

Faz tempo que deixei de comer no McDonald's. Nada ideológico, não! Isso é bobagem. Parei de comer porque a comida passou a me enjoar. Sempre o mesmo gosto de plástico e isopor. Comecei a passar mal depois do lanche. Então, cortei. Falta não vai fazer!

Aí, fui no Bourbon Country com meu digníssimo para ver um carro que um cara estava vendendo. Como estávamos com fome e já atrasados para outro compromisso, decidimos comprar McDonald's pra viagem.

O sanduíche, apesar de estar normal, me deixou enjoada, claro... Mas o detalhe foi a bebida. Ao invés de jogar tudo em algum lixo na rua, acabei trazendo pra casa. Como vi que ainda havia alguma coisa no copo, abri pra despejar na pia. Mas ao invés de gelo ou coca-cola, caiu na pia um pedaço da máquina de refrigerantes do Mequidonaldis!

Voltei lá e peguei meus 3 reais de volta, com a promessa de não comer mais no McDonald's... nem se estiver verde de fome!

Só o sundae ainda desce...

Quarta-feira, Outubro 24

enchente no Rio

Que a violência no Rio não tem mais jeito, eu já sabia. Que é uma cidade em que a população se sente abandonada pelas autoridades, ninguém duvida. Que pessoas fazem protestos violentos por qualquer coisa - atingindo até quem não tem nada a ver com a história - e se acham com razão, também não é novidade. Mas agora passaram dos limites (se é que isso ainda existia):

"No começo da tarde, em São João de Meriti, um ônibus foi incendiado, (...) de acordo com os bombeiros, o ato foi em represália às enchentes e alagamentos."

Então tá... Lixo nas ruas e rios, construções ilegais, "gatos"... E quem paga é São Pedro. No verão... vão atirar pedras portuguesas no sol??

Queria ver jogarem granadas em represália às ventanias. Mas tem que ser contrário ao vento!

Segunda-feira, Outubro 22

arte?

Um ser repugnante chamado Guillermo Habacuc Vargas expôs um cachorro definhando até a morte, sem água e comida, em uma galeria de arte da Costa Rica. Arte é a puta que o pariu!!!

Não há justificativa para isso. Apontar a hipocrisia de quem vai ver essas exposições? Mostrar que há fome no mundo e que as pessoas fecham os olhos pra isso? Dizer que o cão iria morrer de qualquer modo nos becos de onde foi tirado? Nada justifica! Já não basta tudo que o ser que se diz humano faz contra a própria espécie; já não bastam a crueldade, a bandidagem, as guerras; já não bastam a destruição à natureza, a matança e o desrepeito aos animais, considerados "inferiores"... Alguém quer me convencer que este estrume ambulante que se diz artista é racional e superior a um animal? Por que ele não se amarrou e fez greve de fome na exposição?

Pior é saber a quantidade de gente besta que foi ver a exposição. Os comentários idiotas em cima de pedaços de coisa nenhuma, de restos. Arte? Com que facilidade as pessoas fazem "arte"! Com que facilidade um bando de gente "cult" admira lixo! Porque só o que vejo de arte atualmente é lixo.

Eu queria poder pegar esse desgraçado que foi vomitado por uma besta qualquer de algum lugar do inferno, colocá-lo numa coleira e deixá-lo pendurado em algum lugar do deserto, sem água ou comida, onde ele pudesse sentir a vida deixar seu corpo devagarinho enquanto fosse estuprado por camelos. Isso porque agora eu já me acalmei. Nessas horas sinto nojo de pertencer à raça humana...

E ainda querem premiar essa podridão (eu me recuso a colocar aqui as fotos). Por que não colocam a mãe dele pra definhar na exposição? Ah, é... ela deve estar muito ocupada atendendo clientes no bordel.

Aos que quiserem assinar uma petição online em repúdio ao "artista", aí vai:
http://www.petitiononline.com/13031953/petition.html

Essa me tirou realmente do sério... E por isso reforço: prefiro os animais aos humanos!!!!

piada do coelho 'remasterizada'... hehehe

Não sou de ficar reproduzindo piada que recebo por e-mail aqui no blog... Mas gostei dessa nova versão :o)

"Chegaram pro McGyver e falaram:

- A gente soltou um coelho nessa floresta. Encontre mais rápido que os outros e você será considerado o melhor!

McGyver pegou uma moeda de 5 centavos no chão, um graveto e uma pedra e entrou na floresta. Demorou 2 dias pra construir um detector de coelhos em floresta e voltou no terceiro dia com o coelho.

Daí chegaram pro Jack Bauer e falaram a mesma coisa. Ele entrou correndo na floresta e 24 horas depois apareceu com o coelho. Pediu desculpas porque teve q desarmar 5 bombas nucleares, recuperar 15 armas químicas, escapar de um navio cargueiro que ia pra china e matar 100 terroristas pra chegar até o coelho.

Daí pediram para o Cap. Nascimento ir buscar o coellho. Se ele demorasse menos de 24 horas ele seria o melhor. No que ele respondeu:

- Tá de sacanagem comigo 05? Cê tá de sacanagem comigo ? Você acha que eu tenho um dia inteiro pra perder com essa p. de brincadeira 05 ? Tu é mo-le-que! MO-LE-QUE 05!!!

Virou-se calmamente para a floresta e gritou:

- Pede pra sair!!! Pede pra sair dessa p.!!!

Em menos de 5 segundos já tinham saido da floresta: 300 coelhos, 20 jaguatiricas, 50 jacarés, 1000 paca-tatu-cotia-não, o Shrek e o monstro fumaça do Lost.

Daí ele gritou:

- 02, tem gente com medinho de sair da floresta, 02!
- 07, traz a 12!

Nisso o Bin Laden saiu da floresta correndo!!!"

Quarta-feira, Outubro 17

mais pensamentos

Eu tinha uns cinco anos. Estava deitada sobre a grama de uma pousada em Penedo, região serrana do Rio. Um dia lindo! Uma paz danada. Só ouvia o som do canto dos pássaros e do riacho que passava ao lado.

Comecei a prestar atenção no céu. Havia poucas nuvens. E, de onde eu estava, as nuvens se mexiam em bloco, como se estivessem, na verdade, paradas, enquanto eu me deslocava. Eu, imóvel ali, tinha essa sensação mesmo.

Então, me virei pra alguém que estava perto (não me lembro, acho que era minha mãe) e disse, eufórica:

- Olha! Dá pra sentir o planeta se movendo!!!

E recebi como resposta óbvia:

- Não, Dani. São as nuvens que estão se mexendo, por causa do vento.

Puxa. Que desilusão... Mais um ensinamento, necessário à minha evolução, que me tirou um passo da infância. O mundo se move tão lentamente e, ainda assim, tudo passa tão rápido, não?

Terça-feira, Outubro 16

ciclos

Há dias não escrevo aqui. E isso não significa que não tenham acontecido coisas interessantes... ou pensamentos esquisitos. Eu só não consigo seguir uma rotina.

Não sei se isso é falta de disciplina ou hábito. Deve ser. Quando eu retomei o blog em agosto, prometi a mim mesma que escreveria sempre. Mesmo que eu fosse a minha única leitora! Afinal, quando comecei a escrever o blog (há quase 6 anos, acho), não tinha a menor intenção de "ser lida". Hoje, gosto de saber que tenho alguns poucos lurkers e gente que gosta de vir aqui e comentar, discutir (a rede, afinal, é um espaço público). Sinto-me pretensiosamente feliz e até faço minha própria publicidade... péssima, diga-se de passagem.

Mas minha idéia era escrever mesmo. Queria apenas deixar registrados alguns pensamentos. Mesmo que errados, polêmicos, contraditórios. E eu prometi que escreveria... não diariamente, mas uma vez por semana, pelo menos. Era um trato comigo. Descumpri...

Faço isso em vários níveis... Não é fácil, pra mim, dar continuidade a algumas tarefas, a algumas atividades. De qualquer modo, sempre que me dedico a algo novo, eu o faço da melhor maneira possível (e, normalmente, sou bem-sucedida, porque não gosto de fazer nas coxas). Até descobrir um novo "algo novo". E, mesmo que desânimo e frustração batam à porta de vez em quando, não são estes sentimentos que aparecem nesses momentos. As novas descobertas não significam que eu fique desanimada com minhas escolhas. Parece que estou sempre encerrando ciclos... Sejam eles naturais da vida, sejam provocados por mim.

Não sei o quanto isso tudo é normal e quantas pessoas fazem isso. Também não digo que isso seja uma qualidade, uma coisa boa. Sou assim. E só.

Será que é possível dedicar-se a algo por toda uma vida?

Segunda-feira, Outubro 1

instinto materno

No último fim de semana, mais um bebê foi abandonado pela mãe. Aliás, abandonado não é o termo. A mulher queria matar a criança mesmo, jogando dentro de um rio - que tá mais para um grande esgoto - em Contagem (MG). A recém-nascida foi socorrida por dois rapazes que ouviram uma menina falando de uma "boneca" no rio.

Hoje, a mãe foi encontrada e presa...

"Elisabete Cordeiro dos Santos, 25 anos, teria contado aos policiais do 4º Distrito Policial que na madrugada de sábado para domingo provocou um aborto, e após dar à luz a criança, colocou-a dentro de uma sacola e jogou-a pela janela de casa no ribeirão." (do Terra)

Bonito o ser humano, não? A insanidade tomou conta.
E ainda me perguntam por que eu prefiro os animais aos humanos...

Sexta-feira, Setembro 28

e eu no sedentarismo...

video

csi faz pensar...

Há alguns dias, assisti a um episódio do CSI (sou fanática pelos "enlatados" americanos) que tratou de um assunto bastante polêmico e me fez lembrar uma discussão que tive sobre isso anos atrás. Era o caso de uma menina que tinha sido gerada para ser a doadora de medula de seu irmão. Os pais já tinham um casal de filhos e o menino foi diagnosticado com leucemia. Então, resolveram ter outra criança para salvá-lo.

No episódio, a menina (que aparece morta) sofre durante toda sua curta vida, por causa dos testes, das doações, etc. Ao longo dos anos, os pais ficam cada vez mais concentrados em salvar o filho mais velho. Eles não se tocam que tratam a menina como uma fonte de remédio, não como uma filha também.

Já vi algumas histórias reais, em que uma criança é gerada para salvar algum irmão ou irmã. Acontece bastante. Claro, nunca vi nada parecido com a história do CSI, mas fico imaginando como fica a cabeça dos membros dessas famílias.

Muitos finais felizes, é verdade. Pessoas que souberam lidar com a situação. Famílias de verdade. Vidas que seguiram com tranqüilidade, com harmonia. Mas muita gente meio "perdida", falando de uma criança como a "solução de seus problemas". Muitas vezes, preterindo um filho a outro. Bom, cada um, cada um...

Lembro de ler a história de uma menina que queria se emancipar, aos 12 ou 13 anos, não me lembro bem. Tudo porque ela se sentia isolada pela própria família. Ela havia sido gerada pra salvar a irmã. Era uma história bem triste. Mas lembro de ver o sorriso dos pais na matéria, falando do quanto a filha mais velha estava superando os problemas.

Essas situações são estranhas... Acho que eu não saberia lidar bem com isso tudo. Bem, todo dia descubro uma situação pela qual não consigo me imaginar passando. Mesmo quando estou tão próxima de uma.

Hoje mesmo, encontrei em minha pasta de documentos uns exames que foram feitos quando eu tinha três anos de idade. Encontraram uma bactéria chamada pseudomonas aeruginosa. Lembro de minha mãe contando sobre essa época. Meu irmão não tinha um ano de vida e meus pais já tinham ouvido de alguns médicos diagnósticos errados. Ninguém sabia o que eu tinha. Parece que teve médico até dizendo que não tinha muito o que fazer... algo assim. Até que um encontrou o problema e tratou. E mesmo assim, não foi muito fácil. E isso foi há 27 anos.

Imagino que não foi uma situação fácil pros meus pais. Imagino que não seja uma situação fácil pra qualquer pai ou mãe. A sensação de impotência nessas horas é muito grande. No caso do episódio do CSI, o que me deixou chocada, imaginando se fosse verdade, foi a idéia dos pais realmente terem, e tratarem, a filha mais nova como uma "solução" para salvar a vida do outro filho. Por um lado, um grande amor. Paradoxalmente, um grande desprezo.

Bom, continuo assistindo à série. Adoro! E há sempre um bom tema pra discutir... hehehe

Quarta-feira, Setembro 26

protestos

Protestos são vistos todos os dias, praticamente. Em todo o mundo, há sempre alguma coisa acontecendo para que um grupo de pessoas se manifeste contra (exercendo seu direito, como ser humano, de não aceitar uma situação, acredito eu). Mas acho que a gente se acostuma a ver aqueles protestos em que de um lado está a polícia, ou os soldados, ou as guardas locais, responsáveis por reprimir, e do outro estão os manifestantes, gritando palavras de ordem e tentando revidar. Nem sempre sai coisa boa aí. Já vi manifestações pacíficas terminarem muito mal.

Assim, fico triste ao ver o que está acontecendo em Mianmar, antiga Birmânia. As manifestações são contra o regime militar no país. O povo pede pela democracia. E quem está à frente dos protestos? Monges budistas. Posso estar falando besteira (ou estar desatualizada) mas, que eu saiba, os monges budistas são pessoas que procuram sempre viver em paz, que rezam e meditam e que, pelo menos na teoria, não são capazes de ferir uma mosca. Admiro muito, porque eu não consigo me ver assim. Por isso, não consigo imaginá-los sendo massacrados pelas forças de segurança birmanesas durante um protesto pacífico.

As manifestações já acontecem há dias, sem incidentes mais graves. Parece que o protesto é o maior já registrado contra o regime nas últimas duas décadas. Mas, hoje, as coisas começaram a piorar. Centenas de monges já foram presos no templo de Shwedagon (coincidência: faz uma semana que recebi fotos lindas do templo), local sagrado, e pelo menos três já morreram durante os conflitos.

Eu tento imaginar a cena. Monges budistas, com suas túnicas, descalços (ou com sandalinhas) cercados pela população, que os respeita e que tenta protegê-los, enfrentando um paredão de soldados armados. É, isso não vai acabar bem...

Fiquei comparando (considerando as proporções, claro) com o protesto dos sem-teto em São José dos Campos, quando os policiais tiveram que se proteger atrás de uma porta de vidro blindado. Pensei na fúria desses manifestantes, que invadiram um terreno, e na pacificidade dos monges contra um regime autoritário.

Sei lá, são coisas que penso...

Terça-feira, Setembro 25

piadinha...

Calma, rapazes! Só pra descontrair... rs

Quarta-feira, Setembro 19

ignoro, logo existo

Uma das acepções da palavra ignorância é: "estado daquele que ignora algo, que não está a par da existência de alguma coisa". Nesse sentido, somos todos ignorantes.

Então a questão não é sermos ignorantes. É ignorarmos esta condição. Afinal, qual o problema em não se saber tudo? Você conhece alguém que realmente saiba? Ou que seja arrogante o suficiente pra dizer isso?

No primeiro semestre da faculdade (isso faz 12 anos), ouvi pela primeira vez a frase "o jornalista é aquele que sabe um pouco de tudo". Não demorou muito para eu ouvir também que "o jornalista é aquele arrogante que acha que sabe tudo e no fundo não sabe de nada". Fiquei com medo, que nem a Regina Duarte.

Primeiro, tive medo de nunca saber o suficiente pra ser uma jornalista. Depois, tive medo de saber demais. E, finalmente, entendi que eu sempre seria, de fato, uma ignorante. O que é bom, diga-se de passagem. No momento em que não sei alguma coisa ou não tenho conhecimento sobre algum assunto, eu busco saber, eu busco aprender. E isso é tão divertido! Se desconheço, as portas estão abertas para que eu passe a conhecer. E, ainda por cima, sou uma privilegiada por ter uma base de conhecimento que me faz entender que eu ignoro muita coisa, mas que eu tenho capacidade pra aprender. Que felicidade!

Claro que tiro minhas próprias conclusões, tenho meus pontos de vista e sou um pouco radical de vez em quando. Mas fico muito feliz quando consigo falar sobre um assunto com conhecimento de causa. Tão feliz que me vejo arrogante. Não é minha intenção, obviamente. Acho que faz parte dessa minha personalidade "falo-o-que-quero". E não tô dizendo que isso é bom ou ruim. Apenas É. Mas dentro dessa mesma personalidade, está a minha total consciência de ser um ser ignorante. E isso me anima. Talvez eu não sirva então pra continuar sendo jornalista... sei lá. Talvez eu nunca descubra minha missão nesse mundo medonho. Mas eu vou sempre procurar saber mais um pouquinho. E até ajudar, na medida do possível, aqueles que não se permitem ser ignorantes.

Do alto da minha ignorância, quem sabe eu aprendo alguma coisa...

entrando na guerra declarada...

Essa eu tirei daqui...